terça-feira, setembro 28, 2004

Nada de especial


Mesmo que não tenha nada de especial para dizer apeteceu-me hoje voltar a escrever no Barra. Deixei de ter tanto tempo para a blogosfera por vários motivos mas sinto falta de cá vir, mesmo que não tenha nenhum assunto para escrever ou até mesmo nenhuma parvoíce para contar. Claro que teria sempre novidades para contar mas não. Nem estou com vontade de contar o que se passa neste momento nesta minha agitada "vidinha" nem mesmo com pachorra para escrever umas graçolas. Vim cá apenas para vos desejar uma boa noite e é só... talvez amanhã escreva mais...

quarta-feira, setembro 22, 2004

Nunca pensei...



Estou preocupado. Os anos já não são os mesmos e, mesmo que não sejam muitos, são já suficientes para que fique contente por estar a trabalhar, ou devo dizer por ter emprego. Não é muito normal nos dias que correm ter emprego. Atenção. Não julguem que estou a fazer a usual piada batida de trabalho e do emprego. Não. Estou a dizer que estou empregado, que tenho trabalho e, ainda mais, estou a tentar dizer que estou contente com este facto. Alguns amigos leitores e "blogoturistas" entenderão este meu contentamento é que qualquer dia trabalhar é um privilégio. De qualquer forma acho que a minha vida está apenas seguir o seu percurso normal. Hehehehe. Bem, por este andar, qualquer dia estou casado... PORRA! Bem... está na hora de parar de escrever que não quero agoirar mais... até amanhã meus amigos.

segunda-feira, setembro 13, 2004

Especial serviço noticioso...



Madona bate o recorde de Tony Carreira.
A febre resultante do concerto de Madona já bateu o recorde da euforia aquando do concerto de Tony Carreira no mesmo recinto.
O Barra esteve à conversa com o cantor que revela está muito chateado.
"Estou muito chateado" referiu o cantor.
O Barra, sempre no encalce da raiz da notícia, quis ir mais longe e perguntou ao cantor o porquê de tão grande revolta. Tony foi categórico e respondeu prontamente um lúcido e mal disposto "porque sssim".
O cantor referência da música portuguesa não disse mais nada mas os jornalistas do Barra (usando a técnica trazida para Portugal pelos jornalistas do 24 Horas chamada "criamos boatos para vender jornais") descobriram revelações alucinantes que passo a transcrever:
segundo apurámos o cantor português está aborrecido porque vários factores:
Primeiro: faleceu a Joana, nome da cobra que em estúdio, gravava todos os "S"s beirões que o cantor necessitava e que davam às gravações o toque de "sopinha de massas"
Segundo: O concerto de Madona está a dar muito mais que falar que o seu próprio concerto. O cantor está já a pensar numa técnica para que os seus fãs vão para a porta do seu próximo concerto 1 mês antes (mesmo que seja necessário instalar tendas de campanha para que os fãs se acomodem).
Terceiro: Tony Carreira está já a pensar fundar a sua própria igreja que se chamará "Igreja Bodas de Cana" pois parece que desta forma terá mais espectadores, à semelhança de outras igrejas que dão concertos no Pavilhão Atlântico e que ainda por cima tem outro conveniente: ganha-se mais dinheiro por concerto.

quinta-feira, setembro 09, 2004

A sul nada de novo...


As horas repetem-se uma após outra... as pessoas repetem-se uma parecida com a outra... os dias repetem-se... os telefonemas... as ruas... os eventos... as confusões... tudo se repete. O Pax Julia continua em obras... a internet é vista como meio de comunicação dispensável... o Polis já acabou (teóricamente)... eu continuo à frente do computador... Enfim, a sul nada de novo.

Vou tomar café.

quarta-feira, setembro 08, 2004

De volta. Outra vez....


Depois do regresso de Paris mais uma viagem. Agora foi altura de "bandear a pevide" pela capital do nosso país. Lisboa está como sempre. Linda. Pena que o trânsito e a eterna nuvem de poluição a deixem menos aprazível. Não importa. Gosto de pensar que os sítios valem pelas pessoas que os habitam e por isso mesmo faço questão de aqui referir três pessoas que revi este fim-de-semana e que são daquelas pessoas que valem mesmo a pena. O amigo João que gosta mais de vir a Beja que de ginjas. A Paula, não menos amiga e que não fosse o trabalho estaria pelas nossas bandas com mais frequência e a recém conhecida e amiga Patrícia que está morta por vir dar o ar de sua graça por estas bandas. No fundo o que vale na vida é mantermos um espírito parecido ao de marinheiro em que nos vamos apercebendo que vamos, em cada porto, fazendo amizades e conhecendo pessoas que realmente valem a pena.

quarta-feira, setembro 01, 2004

Voltei...


Depois de um mês de inactividade regressei... Um bilhete de ida para Paris e outro de volta um mês depois fizeram com que o Barra adormecesse.
Volto agora para continuar o que há meses começou. Volto de Paris e continuo com a sensação de que o que mais gosto na cidade são, por estranho que pareça, os telhados. Não sei se é pancada ou não mas acho que ir a Paris sem subir ao George Pompidou, às galerias Lafayette, ao Arco do triunfo ou até mesmo ao 1º nível da torre Eiffel para observar a cidade de cima é uma pena.
Voltei... Por cá... bem por cá está tudo como sabem por isso não me alongo mais.
Um abraço e até breve.

PS: Se quiserem informações sobre a cidade eu levo caro mas vale a pena :)

quinta-feira, julho 29, 2004

Fogos, Política e Madonna.


"De cortar o coração" é uma expressão que a minha avó ainda hoje usa. É analfabeta a minha avó e nem sequer sabe que é uma "expressão" aquilo que diz mas di-lo com a despreocupação de quem já viveu o suficiente para estar convicta de que o que sabe lhe chega. Di-lo com o pesar de uma vida, como se o que dissesse significasse todo o sofrimento que um coração pode suportar, significasse o limiar que antecede a desistência, aquele momento preciso em que o sentimos o coração tão apertado dentro do peito que parece querer saltar do peito tão descontroladamente como se de um espirro se tratasse. É isto que a minha avó que, felizmente, ainda diz que algo é "de cortar o coração" quer dizer quando o diz. É assim que assisto às imagens e aos testemunhos "colados" em fáceis documentários vistos à hora das refeições nos quais o fogo é personagem principal. São "de cortar o coração" as imagens de um Portugal verde que depois de uma rompante onda laranja se torna preto. São "de cortar o coração" as lágrimas que correm dos olhos desalmados das vitimas de um descontrolado ladrão que tudo lhes usurpa.

Não gastarei tempo com referências despropositadas a ficções, suposições e/ou comparações cinematográficas, limitando-me aos limites do possível e do quase matemático pensando desta forma estarem reunidas as condições necessárias para dar aso à comparação. Tudo indica que em situação de zaragata entre dois grupos e partindo do pressuposto de que a forma de luta é análoga, presume-se que o grupo que goza de maior número de elementos ganha a luta. Assim se aprova um programa de governo e uma moção de confiança e se reprovam as moções de rejeição.

Não bastava o calor do verão, as altas temperaturas fruto da combustão dos montes e vales e o actual raivoso ardor político. Isto tudo não bastava. Faltava a febre. Sim, escrevi bem faltava, já não falta. Anda à solta e está a atacar todos os discípulos da Pop de Madonna (desculpem, de Esther como se chama agora e depois das incursões ao mundo da cabala). Está tudo doido e nem o finca pé da Igreja Maná impediu que o concerto não se realizasse. A única diferença é que o dia 12 é trocado pelo 13 e muitos são os que a partir de amanhã poderão comprar os bilhetes para ver a sua musa. Estará o leitor a perguntar-se porque me preocupo com este súbito surto de febre e terá toda a legitimidade para o fazer contudo não terminará a leitura do texto sem a razão. O problema é que a febre atinge quem partilha comigo o tecto e acho que já eu estou a sentir os sintomas...